DESIDRATAÇÃO AUMENTA O RISCO DE TROMBOSE VENOSA  

Para muitos, o Carnaval é o período festivo mais esperado do ano. Fantasias, sambódromo, desfile das escolas de samba e viagem para praia constituem o roteiro de muitos brasileiros nesta época, que optam por aproveitar o momento para descansar e recarregar as energias.

Aqueles que decidirem por acompanhar de perto os desfiles das escolas, devem estar atentos ao risco de desidratação. A aglomeração e as temperaturas elevadas nos camarotes representam importantes fatores predisponentes à perda líquida, com risco de desidratação, mal-estar, queda de pressão e desmaios.

Além disso, a desidratação está associada ao risco de trombose venosa profunda, com a formação de coágulos de sangue que obstruem a circulação venosa, prejudicando o retorno venoso e favorecendo o surgimento de dores nas pernas, inchaço e dificuldade de locomoção. A trombose venosa ocorre devido a redução do conteúdo líquido do compartimento intravascular, o que favorece a interação entre os fatores pró-coagulantes que circulam em nosso sangue.

Na presença de dores nas pernas e inchaço, a avaliação médica é imperativa com o intuito de confirmar ou descartar a presença de trombos que estejam obstruindo a circulação venosa. A grande preocupação, todavia, recai sobre a possível evolução do quadro clínico para embolia pulmonar, que se caracteriza pela obstrução das artérias pulmonares por fragmentos de trombos provenientes dos membros inferiores.

O mesmo quadro clínico pode ocorrer com aqueles que optarem por aproveitar o Carnaval na praia. A exposição solar prolongada e as temperaturas elevadas favorecem a perda líquida, em especial pela transpiração, aumentando o risco de desidratação e, por consequência, de trombose venosa profunda. Mesmo aquelas pessoas acostumadas a usufruir do conforto dos guarda-sóis, o risco de desidratação e trombose venosa é real, em decorrência da temperatura excessiva, especialmente com a exposição solar próximo ao meio-dia.

O consumo de líquidos é importante para prevenir a desidratação e deve ser estimulado principalmente nas crianças e nos idosos, cuja influência da temperatura ambiente sobre o organismo é maior. Entretanto, a ingesta de bebidas alcóolicas, como cervejas, não reduz o risco de desidratação. O álcool consumido inibe o hormônio antidiurético, estimulando a eliminação de líquidos na forma de urina. Portanto, o consumo de bebidas alcoólicas deve ser acompanhado pela ingestão de água natural.

Para melhorar a circulação, além de manter-se hidratado, é importante alimentar-se bem, com dieta a base de alimentos frescos e equilibrados; manter uma rotina de atividade física alternada com repouso; alongamentos no final do dia; e se possível, drenagem linfática para relaxar a musculatura e eliminar o excesso de líquido. Na presença de sintomas, procure seu Médico Vascular e descarte o risco de trombose venosa realizando o Doppler Vascular. Para maiores informações, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br.

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