A PIORA DA FUNÇÃO RENAL PODE PREJUDICAR NOSSO SISTEMA CIRCULATÓRIO?

Os rins constituem órgãos de extrema importância para a vida humana, interagindo de maneira harmônica com o coração e a circulação periférica, e desempenhando uma relevante função de controle do equilíbrio hidroeletrolítico e da eliminação do excesso de líquido corporal. Além disso, a boa função renal representa um parâmetro obrigatório antes de procedimentos cirúrgicos e do uso de medicações, tais como, antibióticos de amplo espectro e anticoagulantes orais.

A prevenção das doenças que acometem os rins é fundamental para a nossa circulação, que sofre com as variações pressóricas e osmóticas decorrentes da falência renal. Neste contexto, o controle dos níveis pressóricos e dos índices glicêmicos desempenha um papel primordial na saúde renal, uma vez que a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus constituem importantes fatores de risco para insuficiência renal crônica.

A Hipertensão Renovascular ou “de origem renal” constitui um exemplo de como o desequilíbrio na interação entre os rins e a nossa circulação pode prejudicar nosso organismo. Os rins eliminam o excesso de líquido proveniente no sistema circulatório. Entretanto, em casos de estenose parcial ou oclusão da artéria renal ou de um de seus ramos por doença aterosclerótica, os rins respondem ao estado isquêmico aumentando os níveis da aldosterona, hormônio responsável pela retenção de sódio e água. Consequentemente ao aumento da volemia, os níveis pressóricos aumentam, sendo difícil manter o controle da pressão mesmo com o uso de duas ou até mesmo três classes de medicamentos anti-hipertensivos.

Suspeita-se de Hipertensão Renovascular nos casos de hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, assimetria renal ao ultrassom, hipertensão arterial acompanhada de insuficiência renal e necessidade de mais de três classes de anti-hipertensivos para controle pressórico. Além disso, a hipertensão arterial com início antes dos 30 anos, alterações significativas no exame de fundo de olho e ausência de histórico familiar para quadros hipertensivos também são indícios que sugerem o diagnóstico de Hipertensão Renovascular.

Nos casos de edema corporal, a trombose venosa profunda constitui o primeiro diagnóstico, principalmente quando acompanhado de dor no membro inferior. Entretanto, se o inchaço for sistêmico, acometendo as mãos, o rosto, os pés, as pernas e os tornozelos deve-se suspeitar de insuficiência renal em decorrência de alterações glomerulares autoimunes ou do efeito prejudicial da hipertensão arterial sistêmica e do diabetes mellitus sobre a função renal.

Se a função renal evoluir para falência renal e incapacidade de depurar o excesso de líquido corporal, será necessário iniciar as sessões de hemodiálise. Nestas situações, a relação entre os rins e a circulação é ainda mais valiosa, uma vez que para que a hemodiálise seja realizada é necessário um acesso vascular, conhecido como fistula arteriovenosa, que consiste na união entre uma artéria e uma veia de bom calibre do sistema superficial.

O Check Up Vascular identifica alterações na artéria renal, permitindo seu tratamento nos casos de obstruções ateroscleróticas através da angioplastia com inserção de stent. Além disso, o Check Up Vascular auxilia na prevenção de doenças circulatórias e no planejamento cirúrgico dos acessos para hemodiálise, especialmente nos casos em que for necessário a confecção de fístulas arteriovenosas. Para maiores informações, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br.

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