DOR ABDOMINAL BAIXA E DOR PÉLVICA: ENDOMETRIOSE OU ALTERAÇÃO VASCULAR? 

Quando uma mulher sente dores no andar inferior do abdome e na região pélvica, é intuitivo o diagnóstico de Endometriose, que se caracteriza pelo implante de tecido miometrial fora da região uterina. A avaliação ginecológica e o ultrassom pélvico auxiliam na investigação clínica, entretanto, existem causas vasculares para a dor pélvica, que podem manifestar sintomas semelhantes a Endometriose. Na maior parte das vezes, as causas circulatórias de dor abdominal baixa e pélvica, como a Síndrome de Congestão Pélvica, são pouco diagnosticadas, postergando a resolução do quadro clínico.

A Síndrome de Congestão Pélvica caracteriza-se pela sobrecarga do sistema venoso pélvico, em decorrência da compressão de segmentos venosos localizados no abdome e na pelve. Além da dor abdominal e pélvica, os sintomas acometem os membros inferiores, em especial o membro inferior esquerdo, uma vez que a circulação venosa das pernas sofre influência da hemodinâmica venosa abdominal.

Uma mulher que se queixa de dores nas pernas e de sensação de peso, principalmente do lado esquerdo, acompanhado de dores no andar inferior do abdome pode ser portadora da Síndrome de Congestão Pélvica. A veia ilíaca constitui o local mais comum de compressão venosa abdominal, seguido pela veia renal esquerda. Dor lombar e sinais de sangramento na urina também compõem o quadro clínico da Síndrome de Congestão Pélvica.

Durante o ultrassom ginecológico, a presença de veias dilatadas na região uterina e ovariana são indícios de uma possível compressão venosa pélvica. Conhecidas como varizes pélvicas, estas veias dilatadas exercem o papel de vias de circulação colateral, como se o fluxo sanguíneo pélvico encontrasse caminhos alternativos para transpor a compressão venosa. A lentidão e a grande quantidade de sangue armazenado nas varizes pélvicas causam a sensação dolorosa na região abdominal baixa e pélvica.

Estudos recentes demonstraram que a compressão venosa abdominal aumenta o risco de trombose venosa profunda, insuficiência de veia safena e formação da úlcera venosa de estase. Varizes de grosso calibre, edema em perna esquerda e feridas próximas ao tornozelo merecem a investigação do segmento venoso ilíaco e pélvico. Além disso, o quadro clínico de Endometriose deve sempre ser acompanhado de investigação circulatória para confirmar ou excluir a presença de compressão pélvica.

O Doppler Vascular constitui o primeiro passo na avaliação diagnóstica da Síndrome de Congestão Pélvica. Se a compressão for confirmada e os sintomas clínicos forem importantes, recomenda-se o tratamento, que atualmente pode ser realizado com procedimento Endovascular, de forma minimamente invasiva, sem cortes e com pouco tempo de recuperação.

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